Mais uma vez teremos eleições e de novo a dúvida em quem votar. Nossa política, em tantos aspectos vergonhosa, dá até medo de nos comprometermos. Quem nunca votou em alguém e se arrependeu? Quem nunca votou em branco e se sentiu de fora? Quem nunca ficou com cara de besta ao ver que um político que admirava está, agora, envolvido em corrupção e escândalos?
Mas adianta ficar em cima do muro, balançando as pernas, de braços cruzados assistindo à decisão dos outros? Não podemos nos esquecer que nosso país passou por tempos difíceis de ditadura. Um tempo onde não tínhamos nenhum direito de opinar.
Devemos, então, nos orgulhar sempre de viver numa democracia com eleições diretas. E usufruir desse direito. Claro que continuaremos a torcer para não nos decepcionarmos. E claro que temos um longo caminho a percorrer. Mas enquanto nosso povo não for suficientemente educado e politizado, não teremos grandes avanços. E enquanto nossos governantes não pararem de se preocupar só com a própria conta bancária, caminharemos, se não para trás, a passos de formigas.
Boa sorte a todos nós.
29 de set. de 2010
17 de set. de 2010
Fotos lançamento do "Mecanismos Precários"
6 de set. de 2010
Lançamento da coletânea "Mecanismos Precários"
Convido à todos para o lançamento de mais um livro de contos do qual participo, o Mecanismos Precários. O coquetel de lançamento, acompanhado de apresentações de Jazz e Blues, será no sábado, 11 de setembro, das 17h às 19h no Espaço Terracota (Av. Lins de Vasconcelos, 1886. Aclimação - São Paulo - tel. (11) 2645-0549
O livro é o resultado da primeira turma do Curso Prática de Criação Literária da Terracota editora. E reúne tanto os escritores que frequentaram o curso, quanto os professores, renomados ficcionistas brasileiros da nova geração.
Mecanismos precários é uma coletânea de dezessete poderosos contos sobre a turbulenta existência na metrópole. São narrativas intensas e vigorosas, que contemplam os muitos lados da vida em sociedade: a poesia e a violência, a fraternidade e o medo, o humor e o amor etc.
Do realista ao alegórico, passando pelo subjetivista e pelo nonsense, uma ampla gama de registros literários sustenta essa reunião de vozes narrativas.
Os autores são Marcelino Freire, Edson Cruz, Marcelo Maluf, Luís Marra, Nelson de Oliveira, Claudio Brites,Valéria Piassa Polizzi, Laura Fuentes, Alexandre Heredia, Déborah Panachão, Ricardo Delfin, Patricia Cytrynowicz, Eduardo Sigrist, Tiago Araújo, Ábia Gomes, Marcos RoMa e Nelson Lourenço.
Leia a apresentação:
Dizem que um general, horrorizado com a feiura da tela, perguntou ao pintor: “Foi você quem fez isso?” Picasso respondeu: “Não. Foram vocês.”
Toda a arte e toda a literatura modernas tratam da feiura do mundo. Essa é sua forma de protesto: denunciar as injustiças e a crueldade, mostrando-as. Os contos reunidos nesta antologia, fiéis a esse princípio, incomodam. Podem até chocar. Mas não culpem os autores por isso. Culpem a própria sociedade.
Mecanismo (substantivo: “combinação de peças que fazem funcionar uma estrutura orgânica ou mecânica”) precário (adjetivo: “que está em más condições e não cumpre a contento seus propósitos”) é tudo o que funciona mal na sociedade. Tudo o que corta e fura, provocando angústia e dor.
Mecanismos precários somos todos: tesouras na própria carne. A função da literatura é revelar isso, por meio do mergulho estético. E assim nos salvar de nós mesmos
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