29 de dez de 2013

A vozinha eterna




                                         Agora sei que está bem. 

 

                                         Fecho os olhos e vem o macio carinho de suas rugas.

 

                                         Agora sei que está bem.

 

                                         Ligo a alma e sigo sua risada solta pela casa.

 

                                         Só queria ter te garantido uma partida mais tranquila.

 

                                         Da mesma tranquilidade que você me deu em toda estada.

 

                                         Seu colo será sempre o lugar mais seguro.

 

                                         Sua morada, o meu coração.

 




"Mother and Child" escultura em bronze de Madeline A. Smith.
Foto tirada na casa-museu da escritora Pearl Buck em Bucks County, Filadélfia.
 

9 de dez de 2013

Campanha O Negativo





Dezembro é um mês muito especial para mim. Porque tem as festas de fim de ano, o dia 1° de dezembro dia de luta contra a aids e foi o mês em que eu lancei o “Depois daquela viagem”. Mas dezembro e os meses de férias até o carnaval são meses críticos nos Bancos de Sangue. Os estoques ficam baixíssimos. Por isso venho pedir a quem puder que doe sangue e deixe aqui uma mensagem.

E aproveito para agradecer àqueles que já doaram. É também graças a esse gesto que continuo viva. Pois todas as vezes que precisei do sangue O negativo (meu tipo sanguíneo) ele estava disponível.

O Negativo é conhecido como universal, pode ser transfundido em qualquer pessoa. Mas é o tipo sanguíneo mais difícil de encontrar doadores. E é muito utilizado pelos hospitais, pois é o sangue que salva em situações de emergência.

Vamos espalhar essa campanha?! Compartilhem!
Eu agradeço. De coração.



Onde doar:
http://www.prosangue.sp.gov.br/home/Default.aspx

23 de out de 2013

Contar ou não que tenho HIV: eterno dilema


Muito já conversei com amigos também soropositivos sobre o eterno dilema que ronda nossa vida: o de contar ou não que temos o HIV. E, além disso, para quem? Quando? Qual o melhor jeito? Como fazer para não assustar os outros e não nos machucarmos? E com a família, é melhor contar e poder contar com eles ou não preocupá-los? E entre amigos, qual escolher para dividir esse segredo? E no trabalho, na escola, na faculdade, devo contar? E numa ficada?  E se me apaixonei?  E se comecei a namorar, conto? E se descobri que estou com HIV no meio de um relacionamento, conto? Como?

Infelizmente – ou felizmente – não existe resposta pronta para isso. Cada um escolhe o momento certo de contar, se quiser e para quem quiser. Afinal não há uma lei que nos obrigue a isso. Mas é claro que cabe aqui – como em todas as relações humanas –  a lei do bom senso. E uma coisa que pode nos ajudar é tentar se colocar no lugar da pessoa em questão e pensar como você gostaria de ser tratado no mesmo caso.


Mas os casos são muitos... 

 

Outro dia me escreveu uma moça que acabara de se descobrir portadora do HIV e me perguntava se deveria ou não contar aos pais. Ela relatava num e-mail que só tinha até então contado a um amigo, que havia aceitado bem e estava dando-lhe apoio. Lembrei a ela que isso já tinha sido um belo passo. Dividir ao menos com uma pessoa. Pois guardar somente para si pode ser muito pesado.

Então, essa acaba sendo uma primeira dica: Dividir esse peso ao menos com alguém. Se num primeiro momento não pode ser alguém da família ou amigo, tente um grupo de apoio, um profissional da saúde, psicólogo, ou assistente social. Consulte o site do governo www.aids.gov.br para obter informações e endereços. Ou visite alguma ONG de apoio a HIV positivos em sua cidade (Alguns exemplos: Giv, Pela Vidda SP, Pela Vidda Rio, Vhiver BH, Gapa BS, Gapa Bahia)

Quanto a contar aos familiares, amigos, pais ou filhos, envolve geralmente duas questões. O receio de preocupá-los e/ou o medo de se sentir rejeitado. A aids é encarada hoje como uma doença crônica (e claro, como toda doença crônica, tipo diabetes, pressão alta, alguns caos de câncer, etc) exige cuidado, tratamento e pode levar à preocupação.  E o que ajuda, nesses casos, é se informar bem para poder passar informação ao outro e confortá-lo.

No relato da moça do e-mail, ela havia optado por não contar logo de cara aos pais, pois não queria preocupá-los.  Ela era uma jovem de quase 30 anos, graduada, ou seja, uma pessoa com acesso a informação e independente. Apesar disso se dizia ainda muito assustada com o diagnóstico. Ponderamos que, talvez, fosse melhor, sim, esperar um pouco para dar a notícia. Desse modo ela teria mais tempo de digerir tudo e, quando resolvesse contar, estaria mais fortalecida.

A questão da possível rejeição é ainda mais complicada.  Quando falamos de HIV estamos falando de um vírus infecto contagioso, que pode ter a ver com nossa sexualidade, nossa intimidade ou uso de drogas, por exemplo. Às vezes o HIV envolve outro segredo que não se quer revelar. O vírus leva, muitas vezes, à julgamentos morais ou preconceitos que podem nos magoar.

Já ouvi histórias de diversas situações, inclusive há depoimentos deixados aqui mesmo nesse blog. Pessoas que contaram a alguém e se sentiram acolhidas. Pessoas que se arrependeram de ter contado. Pessoas que se expõe pela causa. Pessoas que se isolam pelo medo do preconceito. Pessoas que só querem poupar a quem amam. Pessoas que carregam o peso sozinhas. Pessoas que precisam de um colo.

E é claro que com uma notícia dessas é muito bom poder contar com um colo. E vale lembrar o quanto o apoio da família e amigos pode nos fazer bem. E que em muitos casos é o que vai nos amparar. E aqui também vale se colocar no lugar do outro. E se fosse sua filha que tivesse descoberto a tal doença, sua melhor amiga, seu tio, seu avô? Você preferia que ela/ele te contasse ou não? Ficaria feliz com a oportunidade de poder acolhê-lo?  Como lidaria com isso?


Repose, oil on canvas, 1911 de  John Singer Sargent.
Foto tirada no Museu de Arte de Washington

14 de set de 2013

"Depos daquela viagem" o espetáculo no Sesi Vila Leopoldina em SP



O Sesi Vila Leopoldina recebe três apresentações da peça “Depois Daquela Viagem”, com texto baseado no livro homônimo de Valéria Piassa Polizzi, lançado em 1997, em que a autora conta como se infectou com o vírus HIV aos 16 anos, com seu primeiro namorado. A peça tem texto de Dib Carneiro Neto e direção de Abigail Wimer e promove uma reflexão sobre sexualidade e preconceito.

Valéria é uma adolescente que contraiu o vírus HIV e precisa aprender como viver com a doença. A adaptação coloca em cena três Valérias e suas facetas: as memórias de infância e a relação com os pais separados; o convívio com os médicos, lidando com os preconceitos logo na descoberta da aids; e a ida para os Estados Unidos, onde conhece gente nova, ampliando seus horizontes.

O espetáculo pode ser visto em setembro, na sexta, 20, e no sábado, 21, às 20h, e no domingo, 22, às 19h.
A entrada é livre.



Centro Cultural SESI Vila Leopoldina
http://www.sesisp.org.br/Cultura/Centro-Cultural-Sesi-Vila-Leopoldina.htm

Rua Carlos Weber, 835
Vila Leopoldina - Oeste
São Paulo
Telefone: 3834-3458

3 de set de 2013

"Depois daquela viagem" estreia no SESI Itapetinga

 
            Atenção Itapetinga e região! A peça do "Depois daquela viagem" estará no Sesi Itapetinga em setembro nos dias 07 às 20hs, dia 08 às 19hs e dia 09 às 10hs.
Compareçam!
 
Av. Padre Antonio Brunetti, 1.360
Itapetininga SP - 18208-080
www.sesisp.org.br/itapetininga

16 de ago de 2013

Atenção, Campinas! A peça do "Depois daquela viagem" no Sesi.

 

 Teatro Sesi Amoreiras traz para Campinas (SP) espetáculo                                 “Depois Daquela Viagem”, com apresentações gratuitas                                   nos dias 30 e 31 de agosto, às 20h e 1° de setembro, às 19h.

 

 

  Fonte:  G1 Campinas e Região


A peça é baseada no best-seller homônimo de Valéria Pozzi, lançado em 1997, que conta a trajetória da autora depois que ela descobriu que havia contraído o vírus do HIV aos 16 anos com o seu primeiro parceiro sexual. O espetáculo foi dividido em três fases, que narram as transposições da personagem entre a infância, adolescência e vida adulta.

Com direção de Abigail Wimer, o projeto faz parte do “Circuito Viagem Teatral”, do próprio Sesi, que teve estreia em 2011 no teatro do Sesc Consolação de São Paulo e agora segue com apresentações pelo interior paulista. O elenco conta com 14 atores e texto de Dib Carneiro Neto. Os ingressos para entrada no espetáculo serão distribuídos uma hora antes das apresentações.

Serviço
O quê: Espetáculo “Depois daquela Viagem”
Onde: Teatro Sesi Amoreiras
Endereço: Avenida das Amoreiras, 450, Parque Itália
Quando: 30 e 31 de agosto às 20h e 1° de setembro Às 19h
Entrada: Franca

30 de jun de 2013

O Brasil agora é esse



O país de um povo que finalmente entendeu que 
é se manifestando que nos fazemos entender.



E que lugar de gente que destrói, viola, apedreja e rouba o patrimônio público 
- ou seja, vândalos e políticos corruptos
é na cadeia. 

Aliás, eles bem que podiam trabalhar para pagar suas estadias por lá.



14 de jun de 2013

"Depois daquela viagem" completa 15 anos e continua recebendo carinho dos leitores


Depoimentos no Facebook. Obrigada a todos!

"Li esse livro q encontrei por acaso na mudança da minha irmã, achei maravilhosa a maneira de falar de um assunto tão serio e apesar do livro ter sido escrito há uns anos atras ele é super atual. Indico a tds educadores, pais de adolescente, e principalmente aos próprios adolescentes. Boa leitura, sei q muita gente já leu, mas para os q ñ leram, vale muito conferir, vc lê em um dia no máximo 3. Apesar da doença abordada essa historia é linda, uma verdadeira lição de vida!!! VALE MUITO CONFERIR!!!"

 Desirée Oliveira Lotado


"Li esse livro pela primeira vez quando tinha 17 anos de idade, em q nós não nos preocupávamos com nada e ele me abriu a mente e me fez refletir. Adorei o jeito de conversar do livro, faz a gente entender q temos q nós cuidar e não fazer o q os outros querem." 
 Jessica Daniele Oliveira



"Este foi meu primeiro livro. Adoro ele e tenho até hoje... sempre leio novamente."
Petter Barreto



"Eu li com os meus netos e ficamos maravilhados pela forma como o tema é tratado. Parabéns Valéria!"  

Naza Gouveia



 "Fez História na minha adolescência. Guardei para meus futuros filhos lerem" 
Raphaella Mendes




 "Eu li  o livro e vi a peça 3 vezes"
Carlos Martins Lara Junior