Em julho fiz um curso de alemão intensivo em Viena. Perto da
Universidade há um parque chamado Volksgarten. É meu refúgio, onde adoro
passear e escutar os sussurros das rosas.
Elas estão lá, esperando nossa visita.
Todas abertas, todas sorrisos.
Adoram ser vistas.
Mas também querem olhar.
E que espécie mais interessante, esses humanos...
Algmas preferem admirar o céu.
E procurar desenho nas nuvens.
Outras apostam quem alcança mais alto.
E há aquelas que pensam na vida, cabisbaixas.
E as que ainda não sabem que caminho tomar.
As que não querem caminho nenhum. Aproveitam o aqui e o agora!
As antenadas no mundo. E ligadas em rede.
As que olham em todas as direções.
As que apreciam arte.
As que se sobressaem.
As que ainda não sabem de que cor serão.
Aquela que é deslumbrante, e está pronta para beijar.
A que pensa que é estrela.
A perfeição.
A imperfeita. E ainda bela.
A tímida.
A que gosta de aparecer.
A dengosa.
As engraçadas.
A que gosta de visita.
As inseparáveis.
A que vive para a luz.
A que teima em ser diferente.
A que é feliz com suas sardas.
A que adora sentir o vento nos cabelos.
As que vivem harmoniosamente em famíia.
A que dá conselhos aos mais novos.
As que se escondem na barra da saia da mãe.
A que está começando a vida e tem em quem se espelhar.
Aquela que está por um fio, mas continua a se segurar.
A que morre com dignidade.
A que fenesce, antes de florescer.
As que vem, enquanto outras se vão.
O murchar depois da exuberância.
É o cilclo do jardim.
Aproveite, então, a frescura das pétalas.